O Apple Card é o cartão de crédito criado pela Apple em parceria com o Goldman Sachs, lançado em 2019 exclusivamente nos EUA. Com design minimalista em titânio, sem número impresso e cashback diário (Daily Cash), o cartão conquistou 12 milhões de usuários até 2024. Mas será que ele é realmente bom, ou é mais marketing do que benefício concreto?
Como funciona o Apple Card?
O Apple Card é essencialmente um cartão Mastercard gerenciado pelo app Wallet do iPhone. Sem app separado, tudo é feito dentro do ecossistema Apple:
- Solicitação 100% pelo iPhone (sem papelada)
- Aprovação em minutos, resposta imediata
- Número de cartão virtual gerado na hora para compras online
- Cartão físico de titânio enviado pelo correio em 1 semana
- Sem número impresso no cartão físico, número virtual muda automaticamente para maior segurança
O sistema de cashback: Daily Cash
O diferencial do Apple Card é o Daily Cash, cashback pago todo dia, não mensalmente:
- 3%: compras direto na Apple (App Store, Apple.com, Apple TV+, Apple Music) e em parceiros selecionados (Uber, Uber Eats, Walgreens, Nike, T-Mobile, Exxon Mobil e outros)
- 2%: qualquer compra feita com Apple Pay (tap to pay pelo iPhone ou Apple Watch)
- 1%: compras com o cartão físico de titânio onde Apple Pay não é aceito
O Daily Cash é creditado diretamente no Apple Cash (carteira digital da Apple), pode ser usado para pagar a fatura, gastar no Apple Pay ou transferir para conta bancária.
Vantagens do Apple Card
- Sem taxas: sem taxa anual, sem taxa de atraso (embora juros sejam aplicados), sem taxa de transação estrangeira
- Transparência: o app mostra exatamente quanto de juros você pagará com base no valor que pretende pagar da fatura, em tempo real
- Segurança: número único por transação online, sem número impresso no cartão físico
- Integração Apple: perfeito para quem já vive no ecossistema Apple
- Design: o cartão de titânio é genuinamente bonito, e sim, isso importa para muitos
Desvantagens e limitações
- 1% para cartão físico é fraco: a maioria dos concorrentes paga 1,5% a 2% sem restrição de método de pagamento
- 2% só com Apple Pay: nem todos os estabelecimentos aceitam, especialmente fora das grandes cidades
- Sem pontos de viagem: o Apple Card não tem programa de milhas ou pontos transferíveis para companhias aéreas, uma limitação grande para viajantes frequentes
- Exclusivo para iPhone: não funciona em Android. Se você trocar de plataforma, o cartão perde sua principal funcionalidade
- Goldman Sachs saindo: em 2023, Goldman Sachs anunciou saída da parceria. A Apple busca novo banco emissor, o que pode trazer mudanças ao produto
Apple Card vs. outros cartões americanos
- vs. Chase Freedom Unlimited: CFU paga 1,5% em tudo sem restrição de método. Para quem não usa Apple Pay muito, CFU pode ganhar no geral
- vs. Citi Double Cash: 2% em tudo (1% na compra + 1% ao pagar). Mais simples e às vezes mais lucrativo para quem não usa Apple Pay
- vs. Chase Sapphire Reserve: sapphire tem pontos de viagem, lounges e benefícios premium. Apple Card não compete nessa categoria
FAQ, Perguntas frequentes sobre o Apple Card
- Brasileiros podem ter Apple Card nos EUA?
- Sim, se tiverem SSN, conta bancária americana e iPhone. O Apple Card não exige cidadania americana, residentes com green card ou visto de trabalho podem solicitar.
- O Apple Card tem limite de crédito alto?
- O limite varia por histórico de crédito. Para quem tem score acima de 700, limites de US$ 5.000 a US$ 15.000 são comuns. Para score muito alto, pode chegar a US$ 25.000+.
- O Daily Cash expira?
- O saldo no Apple Cash não expira. Mas precisa ser resgatado, não é automático. Acesse o app Wallet para ver e usar o saldo.
- Vale a pena ter Apple Card como cartão principal?
- Depende do seu perfil. Se você usa muito Apple Pay e compra frequentemente na Apple e parceiros com 3%, pode ser muito bom. Se prefere simplicidade e não se preocupa com método de pagamento, o Citi Double Cash (2% em tudo) ou Chase Freedom Unlimited (1,5% em tudo) podem ser melhores alternativas sem a limitação do Apple Pay.
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Escrito por Edgard Junior, jornalista, especialista em marketing digital e morador dos Estados Unidos.


