A Black Friday nasceu nos EUA e ainda é lá que acontece com maior intensidade. A sexta-feira seguinte ao Thanksgiving é, há décadas, o dia de maior volume de vendas do varejo americano, e transformou-se em ponto de partida de uma temporada de compras que se estende até o Natal. Para brasileiros nos EUA, entender como a Black Friday funciona no país onde foi inventada é tanto uma questão cultural quanto uma oportunidade real de economia.
A história da Black Friday americana
O termo tem origem debatida. A explicação mais aceita vem da Filadélfia dos anos 1960, quando policiais chamavam a sexta após o Thanksgiving de “Black Friday” pelo caos de tráfego que o dia gerava. A explicação do varejo, mais popularizada, é que o dia marcava o momento em que o balanço das lojas saía do vermelho (prejuízo) para o preto (lucro), inaugurando a temporada de Natal.
Nas décadas seguintes, o varejo americano adotou o nome e passou a oferecer promoções agressivas para atrair consumidores. Nos anos 2000, o fenômeno ganhou cobertura de mídia massiva e, a partir dos anos 2010, se globalizou.
Como a Black Friday funciona nos EUA em 2026
O formato mudou muito nos últimos anos:
- Não é mais um dia: a maioria dos grandes varejistas americanos começa as promoções na semana da Black Friday ou até antes. Amazon, Target e Walmart estendem as ofertas por semanas.
- Online domina: as filas na madrugada em frente às lojas físicas, que viraram símbolo da data, são cada vez menos comuns. A maioria das compras acontece online.
- Cyber Monday: a segunda-feira após o Thanksgiving é o maior dia de compras online do ano. Originalmente focada em eletrônicos e tecnologia, hoje abrange todas as categorias.
- Lojas físicas ainda têm “doorbuster” deals: promoções relâmpago em quantidade limitada disponíveis apenas em loja, geralmente nas primeiras horas da manhã. São os que geram filas.
As melhores categorias para comprar na Black Friday americana
- Eletrônicos: TVs, notebooks, tablets, fones de ouvido. Os maiores descontos historicamente. Best Buy e Amazon têm as melhores ofertas.
- Eletrodomésticos: geladeiras, máquinas de lavar, secadoras. Best Buy, Home Depot e Lowe’s competem agressivamente.
- Roupas e calçados: descontos de 30% a 60% em grandes marcas. Nike, Gap, Macy’s e Nordstrom Rack têm boas ofertas.
- Brinquedos: Target e Walmart competem em brinquedos com preços mínimos do ano.
- Viagens: passagens aéreas e hotéis frequentemente têm promoções na Black Friday e Cyber Monday.
Como não cair em armadilhas de desconto falso
- Use CamelCamelCamel.com para verificar o histórico de preço de qualquer produto na Amazon. Muitos “50% off” são sobre preço inflado artificialmente semanas antes.
- Google Shopping mostra preços de múltiplos varejistas simultaneamente para comparação.
- Produtos “doorbuster” existem em quantidade muito limitada. Se você não for das primeiras pessoas na fila, o item estará esgotado.
- Leia as políticas de devolução do período de festas: a maioria dos varejistas americanos estende o prazo de devolução para compras de novembro até janeiro.
FAQ
- As lojas americanas ficam abertas na quinta do Thanksgiving para a Black Friday?
- Cada vez menos. Walmart, Target e muitas grandes redes fecharam na quinta-feira de Thanksgiving após críticas por forçar funcionários a trabalhar no feriado. A tendência é que a quinta seja reservada para família e as promoções comecem na sexta de madrugada ou online antes.
- Vale mais a pena comprar na loja física ou online na Black Friday nos EUA?
- Para eletrônicos de grande volume (TVs, eletrodomésticos): loja física ainda tem ofertas exclusivas. Para roupas, livros, eletrônicos menores e quase tudo mais: online é mais prático, com preços equivalentes ou melhores e sem filas. Prime Members da Amazon têm acesso antecipado a muitas ofertas.
- A Black Friday americana vale mais que a brasileira?
- Em geral sim, pelos descontos reais. O varejo americano tem margens diferentes e tradição mais estabelecida de promoção genuína. Mas com a ferramenta CamelCamelCamel você pode verificar se o desconto é real antes de comprar.
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Escrito por Edgard Junior, jornalista, especialista em marketing digital e morador dos Estados Unidos.


