Os furacões são classificados por uma escala desenvolvida em 1971 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson, do National Hurricane Center. A Escala Saffir-Simpson vai do Categoria 1 ao Categoria 5, baseada exclusivamente na velocidade dos ventos sustentados. Para quem mora ou visita o sul dos EUA, entender essa escala é parte essencial da preparação para a temporada de furacões (junho a novembro).
A Escala Saffir-Simpson: cada categoria
Categoria 1: 119 a 153 km/h
O nível mais baixo da escala, mas longe de ser inofensivo. Danos esperados:
- Telhados danificados em construções de menor qualidade
- Galhos grandes de árvores quebrados e algumas árvores derrubadas
- Interrupção de energia por dias a semanas
- Mobília de área externa voando como projéteis
Exemplo histórico: Furacão Irene (2011), que causou inundações significativas no nordeste dos EUA.
Categoria 2: 154 a 177 km/h
- Danos mais extensos em telhados, janelas e portas
- Árvores de raiz rasa derrubadas em grande número
- Interrupção de energia por semanas
- Perigoso demais para ficar do lado de fora
Categoria 3: 178 a 208 km/h
Primeiro nível classificado como “major hurricane” (furacão maior). Danos devastadores:
- Destruição de casas menores e danos graves em residências bem construídas
- Maioria das árvores derrubadas, bloqueando estradas por semanas
- Falta de água e energia por semanas a meses
- Área pode ficar inabitável por semanas ou meses
Exemplo histórico: Furacão Katrina (2005) tocou terra como Categoria 3 na Louisiana.
Categoria 4: 209 a 251 km/h
- Destruição catastrófica em estruturas residenciais bem construídas
- A maioria das árvores derrubadas e postes elétricos destruídos
- Isolamento total de áreas residenciais afetadas por possível colapso de pontes
- Falta de água e energia por meses
- Área pode ficar inabitável por meses
Exemplo histórico: Furacão Harvey (2017) que causou inundações recordes em Houston como Categoria 4.
Categoria 5: acima de 252 km/h
O nível mais alto da escala. Destruição total em áreas afetadas:
- Destruição completa de grande parte das construções residenciais e comerciais
- Colapso de telhados e paredes em muitas residências e edifícios industriais
- Árvores, postes e sinais de trânsito derrubados
- Falta de água e energia por meses a anos
- Área pode ficar inabitável por meses a anos
Exemplos históricos: Furacão Andrew (1992) devastou o sul da Flórida; Furacão Maria (2017) destruiu Porto Rico; Furacão Dorian (2019) atingiu as Bahamas com ventos de 295 km/h, o mais forte jamais registrado no Atlântico.
O que a escala não mede
Importante: a escala Saffir-Simpson mede apenas a velocidade dos ventos. Não considera outros fatores perigosos:
- Storm surge (maré de tempestade): elevação do nível do mar causada pelo furacão. Responsável pela maioria das mortes. Um furacão Categoria 4 pode gerar surge de 3,6 a 5,5 metros.
- Chuvas e inundações: furacões mais lentos causam chuvas torrenciais mesmo com ventos menores. Harvey (Cat 4) despejou até 1,5 metro de chuva em Houston.
- Tornados: furacões frequentemente geram tornados nas bandas externas.
FAQ
- Quando é a temporada de furacões nos EUA?
- Oficialmente de 1º de junho a 30 de novembro. O pico de atividade ocorre entre meados de agosto e meados de outubro, com setembro sendo o mês mais ativo historicamente.
- Quais estados dos EUA são mais afetados por furacões?
- Flórida tem o maior histórico de impactos diretos. Louisiana, Texas, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Georgia também são frequentemente afetados. Nova York e Nova Jersey podem ser atingidos, como ocorreu com o Sandy em 2012.
- O que fazer quando um furacão se aproxima?
- Siga as instruções das autoridades locais. Ordem de evacuação obrigatória deve ser cumprida. Prepare um kit de emergência com água (4 litros por pessoa por dia), alimentos não perecíveis, medicamentos, documentos, dinheiro em espécie, lanterna, rádio a pilha e bateria extra para celular.
- Furacão Categoria 1 é perigoso?
- Sim. A classificação “Categoria 1” pode criar falsa sensação de segurança. Ventos de 120 a 150 km/h são suficientes para derrubar árvores sobre carros e casas, deixar áreas sem energia por dias e criar condições de tempestade perigosas para quem está do lado de fora.
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Escrito por Edgard Junior, jornalista, especialista em marketing digital e morador dos Estados Unidos.


